Bioferas, em campanha de limpeza e valorização da Ibituruna

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A foto que todos esperavam a 3 Anos, o Rodrigo em uma festa fora de casa (será que mamãe dormiu a noite?) 

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Mácia (cacetera), Izabel e Mariana na mega festa promovida por Bioferas

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Será que passou disso?

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Na festa do Márcio só rolou refri bom como GUARAPAM. (obrigado cachorro)

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O que elas não fazem para ganhar nota. (Bábara e Ellen)

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As marcas que tempo deixou, Márcio Mendes (antes da surpresa)

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A sala em seu momento de concentração total!!!!

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Solidariedade, Bioferas também faz, veja!!!!

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Lei de Biossegurança é aprovada na Câmara e vai à sanção de Lula

A Câmara dos Deputados encerrou na noite desta quarta-feira (02) a polêmica sobre o plantio de sementes transgênicas e pesquisas com células-tronco embrionárias no país, e aprovou, por 352 votos contra 60, o projeto de lei de Biossegurança, que segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e só pode ser modificado caso o Executivo decida vetar algum ponto.

A votação durou mais de cinco horas e, após a aprovação do texto principal, os deputados rejeitaram três destaques que pretendiam retirar do texto a autorização para pesquisas com células-tronco embrionárias e promover mudanças na fiscalização do plantio de transgênicos no país.

O projeto mantém o texto também aprovado pelo Senado Federal, no ano passado. e permite a utilização para pesquisa de embriões que estejam congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização, mas veda a clonagem humana e a clonagem de células-tronco embrionárias para utilização terapêutica.

Na primeira votação na Câmara, os deputados rejeitaram a autorização para a pesquisa com as células embrionárias. Hoje, decidiram rejeitar o destaque que retirava do texto essa permissão.

Segundo o médico Drauzio Varella, as células-tronco são as únicas com potencial para se transformarem em qualquer tecido do corpo, de músculos a neurônios - e cada uma pode se multiplicar em milhões de outras células: "Nós temos milhares de óvulos já congelados nas clínicas de fertilização que não serão utlizados para mais nada, porque não servem mais para fertilização, mas servem para fazer trabalhos com células-tronco. A questão é jogar no lixo ou permitir que os cientistas usem isso para aliviar o sofrimento humano".

A cientista Mayana Zats, da Universidade de São Paulo (USP), elogiou a aprovação do projeto de lei e ressaltou que as pesquisas com células embrionárias deverão ser submetidas às comissões de éticas das universidades antes de serem autorizadas. "A aprovação é um passo gigantesco para iniciar as pesquisas com células embrionárias. Qualquer pesquisa tem que passar por um comitê de ética. Não é qualquer um que poderá executá-la", afirmou.

Para o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, as universidades brasileiras têm competência para realizar pesquisas com células-troncos embrionárias: "As universidades têm que ser apoiadas por um marco regulatório como esse, e com recursos para que as pesquisas possam avançar e responder a cinco milhões de brasileiros que estão hoje olhando para o Congresso e aguardando essa votação".

A Lei de Biossegurança também regulamenta o plantio, comercialização e pesquisas com sementes transgênicas - uma das principais bandeiras da bancada ruralista do Congresso Nacional. O texto atribui à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável por liberar a venda de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), a competência para decidir sobre as sementes transgênicas que poderão ser produzidas no país.

Dois destaques apresentados pelo PT tentaram retirar a prerrogativa de controlar os transgênicos da CTNBio, mas eles acabaram derrubados pelos parlamentares.

O projeto determina que a Comissão vai ter que submeter suas decisões ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Agência Nacional de Saúde (Anvisa), que poderão entrar com recursos para questionar as decisões da CTNBio no prazo de até 30 dias contados a partir da publicação do parecer técnico da comissão. O Conselho Nacional de Biossegurança vai ter 45 dias para apreciar os recursos.

O projeto também determina que produtos transgênicos sejam identificados em seus rótulos para que o consumidor possa ter claro conhecimento do que está comprando. As lavouras de sementes transgênicas e naturais terão que ser separadas de acordo com o texto.

Intensas negociações antecederam a votação da lei de Biossegurança. O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, recebeu ao longo da semana religiosos, ministros, parlamentares, cientistas, médicos e portadores de doenças degenerativas com posições distintas sobre a lei. Severino Cavalcanti havia assumido ontem o compromisso de colocar a matéria em votação, mesmo sem defender as pesquisas com células embrionárias. Acabou convencido pela própria filha, a deputada estadual de Pernambuco Ana Cavalcanti (PP), que fez um apelo para que o pai não dificultasse a aprovação das pesquisas. "Como religiosos que somos, eu disse ao meu pai que era importante aprovar a biossegurança para salvar vidas. Eu disse que só voltaria a Pernambuco depois de ver o projeto aprovado", afirmou a deputada.

Severino Cavalcanti, no entanto, preferiu se ausentar do plenário depois que a matéria foi colocada em votação. Ele cedeu o lugar ao primeiro-vice presidente da Câmara, deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), que presidiu a sessão. Além do debate sobre as células-tronco, o deputado Severino Cavalcanti também recebeu hoje o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, para discutir a questão dos transgênicos.

Segundo Rodrigues, o essencial do projeto é garantir uma legislação definitiva sobre o tema: "A vantagem não é econômica ou social, mas sim que o Brasil passa a ter uma regra clara sobre o assunto, que acaba com discussões, debates e com uma enorme pertulha sobre a questão que não interessa a ninguém. O importante é o marco legal. Isso que é fundamental".(Gabriela Guerreiro e Iolando Lourenço /Agência Brasil )

EVENTOS:

Março


Fórum Nacional sobre Extensão Florestal
De 16/03/2005 a 18/03/2005
Local: Viçosa-MG

I Congresso Mineiro de Comunicação Ambiental
De 28/03/2005 a 29/03/2005
Local: Hotel Mercure - Belo Horizonte-MG

Abril


Seminário Nacional sobre Extensão Florestal
De 12/04/2005 a 13/04/2005
Local: Viçosa-MG

II ERGOFLOR - Ergonomia e Segurança no Trabalho Agroflorestal
De 27/04/2005 a 30/04/2005
Local: Viçosa-MG

Maio


Seminário Nacional sobre Sanidade e Proteção do Eucalipto
De 11/05/2005 a 13/05/2005
Local: Belo Horizonte-MG

Junho


II ERGOFLOR - Ergonomia e Segurança no Trabalho Agroflorestal
De 01/06/2005 a 03/06/2005
Local: Viçosa-MG

II MADETEC
De 08/06/2005 a 10/06/2005
Local: Vitória-ES

I Seminário sobre Sanidade e Proteção Florestal
De 15/06/2005 a 17/06/2005
Local: Belo Horizonte-MG

Julho


Simpósio de Áreas Protegidas
De 13/07/2005 a 15/07/2005
Local: Belo Horizonte-MG

Setembro


VII Simpósio Brasileiro sobre Colheita e Transporte Florestal
De 14/09/2005 a 16/09/2005
Local: Vitória-ES

17 Idéias para você Salvar o Mundo


1. Informe-se

Acompanhe as notícias sobre o meio ambiente, atualize-se, estude a fundo os aspectos que mais lhe interessam.

2. Aja localmente

Pense a respeito de como colaborar na família, na escola dos filhos e na comunidade. Participe mais de tudo e difunda suas idéias sobre um mundo melhor.

3. Pense localmente

Estabeleça vínculo entre temas locais e globais. Apesar de magnitudes diferentes, os dois universos se correlacionam.

4. Some

Antes de pensar em formar uma organização não-governamental, procure ema parecida na qual você possa se engajar.

5. Otimismo é fundamental

Envolva-se de maneira criativa e divertida. Se quer atrair outras pessoas, pense em discursos e eventos positivos.

6. Seja efetivo

Envolva-se, torne-se ativo, mas não duplique suas obrigações.

7. Crie notícia

Identifique temas que possam interessar a muitas pessoas. Então, escreva para jornais, revistas e etc.

8. Planeje sua família

Se a população da Terra, em 2050, ficará em 7,9 ou 10,9 bilhões de pessoas, conforme projeta a ONU, a diferença será de um filho por casal.

9. Não polua

Não jogue pilhas e baterias de celular no lixo comum. Mantenha bacias hidrográficas e rios livres de lixo ou qualquer tipo de resíduo. Lembre-se: o cano que sai da sua casa provavelmente deságua num rio, numa lagoa ou no mar.

10. Preserve a biodiversidade

Espécies animais e vegetais merecem respeito. Plante árvores!

11. Seja coerente

Economize energia, água, prefira equipamentos que não prejudiquem a camada de ozônio, reutilize materiais, recicle o lixo, ande mais a pé, evite produtos de origem animal.

12. Passe a sua vida a limpo

Reveja seu estilo de vida. Pense num padrão condizente com o mundo sustentável.

13. Boicote

Engaje-se em movimentos de boicote a produtos que não respeitam o meio ambiente.

14. Eleja e cobre

Fiscalize o trabalho e a postura dos deputados e senadores ligados à sua comunidade ou cidade. Escreva para eles.

15. Separe o joio

Nunca na história tivemos acesso a tanta informação - e também a tantas opiniões diferentes. Faça a coisa certa.

16. Ensine as crianças

Preparar as novas gerações à luz de princípios ecológicos é a garantia de um mundo mais redondo daqui para frente.

17. Acredite no futuro

Estimule idéias inovadoras, invista em grupos não-governamentais, renove sua crença de que tudo vai dar certo. Quanto mais pessoas acreditarem na paz, mas ela será possível.

Aniversariantes do Mês:

Fevereiro


Maria das Dores---------------22/02

Elton Valério do Nascimento-27/02

Março


Prof° Mácio Mendes-03/03

Prof° Leonardo-03/03

Rodrigo (3°p N.)-03/03

Samira C.Colen-09/03

Marieta Laranto-23/03

Rafael N. Porto-31/03

Memória - Frágil mas esencial
A seção destaca os 60 anos de fundação da Organização das Nações Unidas (ONU). Criada em 1945 com a participação de delegados de 51 países, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu em sua Carta objetivos tão grandiosos quanto necessários. Mas será que essas metas, tão cobiçadas quanto infringidas ao longo da história humana, poderão ser garantidas pelo órgão máximo das nações?

Falar não é fácil (aborto)

Aborto costuma ser discutido em terceira pessoa, de maneira estatística. Médicos, juristas, políticos, religiosos, psicólogos, cientistas e filósofos costumam desfiar suas opiniões mídia afora. Por outro lado, é raro uma mulher falar publicamente de sua própria experiência, embora muitas decidam interromper a gravidez. As tais estatísticas indicam que se realizam dois abortos clandestinos por minuto. Somando horas e dias, 1 milhão de brasileiras tomam essa decisão a cada ano. Onde elas estão?

Em todo lugar. Talvez com esta revista na mão. Mas elas preferem (você prefere?) manter em segredo a opção que fizeram. É fácil entender por quê.

Ninguém se entusiasma em confessar um crime — sim, desde 1940 o aborto é qualificado como crime pelo Código Penal, com punição de um a três anos de cadeia. Exceções somente em casos de estupro ou risco de morte para a gestante. Fora isso, nem falando com o bispo. Aliás, falar com o bispo pode piorar a situação.

A Igreja Católica é contra o aborto, inclusive em caso de estupro. No país com o maior número de católicos do mundo, assumir um aborto é chutar a santa, é atirar pedra na cruz.

Por essas e outras (e os olhares tortos?), é impressionante quando uma mulher decide contar sua história em primeira pessoa. Nesta edição, sem se esconder atrás de nomes falsos ou fotos escuras, Tatiana Vereza e Rosinete dos Santos dão seus depoimentos às repórteres Nina Lemos e Ana Maria Peres. As duas acabam, por contraste, resumindo as motivações e os riscos das mulheres que passam pela experiência, quase sempre difícil, do aborto. De quebra, enriquecem o debate que deve alvoroçar o Congresso Nacional neste ano.

Tatiana é branca, tinha 28 anos quando engravidou e mora em Ipanema, no Rio. Não queria ser mãe, embora tivesse idade e dinheiro para criar um filho. Numa clínica apenas retoricamente clandestina, já que a atividade e o endereço são conhecidos, fez a intervenção. Custou R$ 1 000, divididos com o namorado, e mais algumas sessões de análise para superar o trauma.

Rosinete é negra e tinha 21 anos quando ficou grávida pela primeira vez. Baiana, trabalhava como doméstica em São Paulo. Sentiu medo de, com um filho no colo, perder o emprego. O namorado, ela perdeu assim que mencionou os enjôos. Ele deixou apenas dinheiro para comprar Cytotec, remédio para tratamento de úlcera utilizado em abortos do tipo faça-você-mesma. Não funcionou, e Gabriel nasceu. Quatro anos depois, nova gravidez e mais quatro comprimidos. Dessa vez, a hemorragia que a levou à emergência do hospital não deixou dúvida: funcionou.
Falar não é fácil, mas ficar em silêncio não tem ajudado.

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